14 abril 2010

O bom e velho “cafezinho”


Hoje é comemorado o Dia Mundial do Café, uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo.

Tem para todos os gostos: pequeno, grande, forte, fraco, com ou sem açúcar.

Ao ser tomado moderadamente seus benefícios para a saúde podem ser maiores que um simples prazer ao degustar a bebida. Segundo o médico cardiologista, Carlo Schimdt Baudoni, o consumo ideal da bebida é de três a quatro xícaras diárias.”Essa dosagem estimula a atenção,a concentração, a memória e o aprendizado” garante o cardiologista. Além de auxiliar na prevenção da depressão e do mal de Parkinson,Baudoni ressalta ainda que o café diminui a chance do desenvolvimento da diabetes do tipo-2, possui ação anticancerígena, melhora o desempenho físico e pode também diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

Conforme Baudoni, durante muito tempo o café foi tido como uma substância perigosa, mas com o passar dos anos, estudos demonstraram que existem mais benefícios do que malefícios na ingestão do café. Porém, o uso abusivo dessa bebida pode gerar irritabilidade, problemas gastrointestinais como naúseas e gastrite.

Além da cafeína, composto mais conhecido do café, ele é rico em sais minerais,contém vitamina B e apresenta uma grande quantidade de antioxidantes naturais e nutrientes.

Tradicionalmente é servido quente, mas tem quem consuma ele gelado. O café tem um aroma e um sabor inconfundíveis, capazes de despertar diversas sensações em quem o aprecia. Ele pode ser preparado no coador de pano ou no filtro de papel.

Para alguns é como um vício que começou cedo, para outros é apenas um hábito ou até mesmo um “exercício saudável”.

De pequenos em pequenos goles se descobre seu encanto particular. O “cafezinho”, como é carinhosamente chamado, é uma bebida social que aproxima e faz amigos.

A lancheria do Cláudio,localizada no mercado público, reúne há 13 anos, muitos apreciadores do café.

“Alguns costumam vir pela manhã, antes do trabalho, outros vem tomar o tradicional ‘cafezinho da tarde’” relata a funcionária Cadu.

O aposentado de 75 anos, Jorge Neto, frequenta diariamente a lancheria. Para ele o café é uma espécie de relações públicas, ajuda a encontrar os amigos e a conhecer novos. Entre um café e outro, a turma do “cafezinho”, descansa da correria do dia a dia, fala de futebol e lê o jornal.

O gosto pelo café, passa de geração para geração na família do aposentado. O filho Marcus Neto, assim como o pai, disse que adora tomar um cafezinho “Fazer isso é uma maneira de descontrair e de conversar com os amigos”.

Já para Gabriela Gil de 19 anos o café é um vício “Diferente de outras bebidas, tem um gosto forte, dá energia´, tomo todos os dias para aguentar a rotina do trabalho, diz Gabriela.


Postado por Helena Flores

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