Na madrugada de segunda feira, por volta das 4h, uma chuva intensa acompanhada de ventos fortes atingiu municípios da região sul, deixando muitas casas sem energia elétrica. Em Santa Vitória do Palmar, local mais atingido pelo temporal, a chuva chegou mais cedo, às 22h30min. Os ventos fortes causaram estragos principalmente na zona urbana e na praia do Hermenegildo. Na cidade, 15 postes e uma árvore caíram sobre algumas casas e outras foram destelhadas. Segundo o supervisor técnico da CEEE, Alex Sandro Martins da Silva, algumas das três mil residências atingidas ficarão sem energia elétrica até hoje. "Temos que dar prioridade para os locais atingidos pelos postes que caíram, porque podem estar energizados oferencendo perigo à população. Além disso, temos apenas dois caminhões e quatro caminhonetes para atender toda a nossa região, o que dificulta a recolocação da luz ainda hoje em todos os locais”, explica Martins.
Na região do Taim algumas casas também ficaram sem energia elétrica. Para o chefe do Centro Regional Litoral Sul da CEEE, Gustavo Trindade, o local foi bastante atingido por ser uma zona rural e consequentemente mais descampada, sendo muito suscetível à ação dos ventos.
No balneário Cassino e em São José do Norte, poucas residências que ficaram ficaram sem energia elétrica desde a madrugada e pela manhã a rede já tinha sido restabelecida, conforme relatou Trindade.
Segundo informações do secretário executivo da Defesa Civil, Marco Aurélio Rodrigues, o vento, apesar de forte, não causou nenhum dano aos moradores do Cassino. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, nesses casos de mau tempo, estão sempre em estado de alerta, prontos para atuarem em caso de algum dano ocorrido à comunidade, afirma.
*Previsão*. Nos próximos dias o tempo segue com temperaturas amenas. A tendência para hoje é de chuva na Metade Sul. Na quarta e na quinta-feira o tempo melhora, mas ainda há possibilidade de pancadas leves e esparsas durante o dia, fazendo com que as temperaturas caiam na sexta, garante a meteorologista do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas, Gilsani Mari da Costa Pinheiro.
Por Helena Flores
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